Boa tarde, caros conterrâneos e amigos.
No seguimento das últimas
publicações, em que decidi contar um pouco de história da nossa aldeia de forma
diferente, com poemas escritos por mim, e depois musicar os mesmos, iniciei com
o lançamento dos novos versos que fiz do “Hino
da Confraria do Bacalhau” da nossa aldeia de Salvador,
juntamente com a nova música.
Passados uns dias foi altura
de lançar mais uns novos versos que fiz, desta vez sobre a nossa aldeia contado
um pouco da sua história, sobre o título “Salvador,
a Minha Aldeia”, juntamente com a música.
Depois, foi a vez de escrever
uns versos sobre a padroeira da nossa aldeia, “Senhora
da Oliveira”, contando um pouco da sua história, juntamente
também com uma música dedicada à mesma.
Desta vez foi altura de
escrever uns versos sobre a devota dos Salvadorenses, e criei “Santa Sofia devota dos Salvadorenses” contando um pouco da sua história,
juntamente também com uma música dedicada à mesma.
Criei um pequeno vídeo, com a
música agora criada em sua honra, estes momentos fazem parte do projeto “Salvador Histórias da Minha Aldeia”, onde
depois de pesquisas e investigação, elaboro os versos.
Esperando que gostem, dedicado
a todos os Salvadorenses e amigos.
Ficam abaixo os versos, e a
música.
“Santa Sofia devota dos
Salvadorenses”
Na aldeia de Salvador,
Ergue-se no alto uma capela
com fervor,
Santa Sofia vigia a serra
inteira,
Guardando o povo com fé
verdadeira.
Seus fiéis sobem caminhos de
devoção,
Com fé acesa no peito e no
coração,
Entre promessas, e oração,
Encontram nela consolo e
proteção.
Lá no cimo da serra, firme e
serena,
A capela resiste ao tempo e à
pena,
Pedra sobre pedra, erguida em
união,
Símbolo vivo da fé e da
população.
Em setembro a festa volta a
florir,
Romaria que faz a aldeia
sorrir,
Ano após ano, o povo a cantar,
Louva a santa que os vem
guardar.
Santa Sofia, luz sem fim,
Guardiã do povo, vela por
todos assim,
É chama que nunca se deixa
apagar,
É luz no trilho de quem vai
rezar.
Romaria que vive no tempo
guardada,
Entre histórias antigas,
memória sagrada,
Dizem que em tempos de dor e
aflição,
Trouxe paz e força a toda a
região.
E ao campo deu vida, verde
vigor,
Fez brotar esperança onde
havia tremor,
Como bênção que desce suave do
céu,
Acalmando a terra sob o seu
véu.
Conta a lenda, em segredo
profundo,
Que sob o monte corre um braço
do mundo,
Um “braço de mar” oculto no
chão,
Que ameaça em silêncio a
povoação.
Mas Santa Sofia, firme a
velar,
Não deixa as águas se
levantarem do mar,
Protege a aldeia de todo o
perigo,
Como mãe que ampara o seu
abrigo.
Diz a lenda, foi por milagre,
por graça sentida,
Que a povoação foi então
protegida,
De uma inundação que tudo
levaria,
Se não fosse a Santa que ali
vigia.
Assim o povo, em fé
agradecida,
Ergueu a capela, promessa
cumprida,
No lugar da lenda, no alto da
serra,
Para sempre guardar quem ali
se encerra.
E hoje ainda ecoa, em voz de
emoção,
A história viva de devoção,
Santa Sofia, eterna a brilhar,
Na alma do povo que a sabe
amar.
José Morais
30/03/2026


