terça-feira, 5 de maio de 2026

“Homenagem a Nossa Senhora de Fátima em Salvador”


Caros conterrâneos e amigos

Por: José Morais

No seguimento das últimas publicações, deixo hoje uma homenagem a “Nossa Senhora de Fátima”, também uma devota de muitos Salvadorenses e amigos, completando assim o “Trio Sagrado” da nossa aldeia de Salvador.

Como aconteceu com a “Senhora da Oliveira”, “Santa Sofia”, agora será a vez da “Senhora de Fátima”, quando se aproximam as celebrações do 13 de maio, conto um pouco da sua história na nossa aldeia de forma diferente, onde escrevi um poema sobre a mesma, e depois musiquei o mesmo.

Criei assim um pequeno vídeo, com a música agora criada em sua honra, estes momentos fazem parte do projeto “Salvador Histórias da Minha Aldeia”, onde depois de pesquisas e investigação, elaboro os versos.

Esperando que gostem, dedicado a todos os Salvadorenses e amigos.

Ficam abaixo os versos, e a música:

 

 

“Homenagem a Nossa Senhora de Fátima em Salvador”

 

 

No alto da estrada a capela a brilhar,

Branquinha e serena a chamar para rezar,

Com estrela no óculo a noite a guiar,

Nossa Senhora de Fátima vem sempre abençoar.

 

A capela foi nos anos vinte que a viram nascer,

E em 1931 foi benzida para o povo a acolher,

Da Beira Baixa a fé aprendeu a crescer,

Com a Mãe de Fátima a ensinar a crer.

 

É canto da aldeia, é luz no coração,

No dia treze de maio renasce a devoção,

Famílias regressam trazendo a emoção,

E Salvador inteiro se faz oração.

 

No dia doze a imagem sai devagar a descer,

Ruas com flores, colchas a reviver,

Velas acesas que fazem tremer,

E o povo agradece o dom de a receber.

 

No dia treze a missa sobe ao céu devagar,

Depois a procissão começa a voltar,

Promessas e lágrimas no mesmo olhar,

E o adeus à Virgem custa a terminar.

 

Com Santa Sofia e a Senhora da Oliveira,

Forma um trio sagrado que protege a vida inteira,

Nos templos de Salvador a fé é verdadeira,

E a luz de Nossa Senhora de Fátima torna a alma mais certeira.

 

Nossa Senhora de Fátima é paz e perdão,

É voz que embala o povo em cada oração,

É a alegria maior desta nossa região,

E em Salvador é guia, e amor no coração.

 

 

José Morais

11/04/2026



quinta-feira, 16 de abril de 2026

“Santa Sofia devota dos Salvadorenses”


Boa tarde, caros conterrâneos e amigos.

No seguimento das últimas publicações, em que decidi contar um pouco de história da nossa aldeia de forma diferente, com poemas escritos por mim, e depois musicar os mesmos, iniciei com o lançamento dos novos versos que fiz do “Hino da Confraria do Bacalhau” da nossa aldeia de Salvador, juntamente com a nova música.

Passados uns dias foi altura de lançar mais uns novos versos que fiz, desta vez sobre a nossa aldeia contado um pouco da sua história, sobre o título “Salvador, a Minha Aldeia”, juntamente com a música.

Depois, foi a vez de escrever uns versos sobre a padroeira da nossa aldeia, “Senhora da Oliveira”, contando um pouco da sua história, juntamente também com uma música dedicada à mesma.

Desta vez foi altura de escrever uns versos sobre a devota dos Salvadorenses, e criei “Santa Sofia devota dos Salvadorenses” contando um pouco da sua história, juntamente também com uma música dedicada à mesma.

Criei um pequeno vídeo, com a música agora criada em sua honra, estes momentos fazem parte do projeto “Salvador Histórias da Minha Aldeia”, onde depois de pesquisas e investigação, elaboro os versos.

Esperando que gostem, dedicado a todos os Salvadorenses e amigos.

Ficam abaixo os versos, e a música.




“Santa Sofia devota dos Salvadorenses”

 

 

Na aldeia de Salvador,

Ergue-se no alto uma capela com fervor,

Santa Sofia vigia a serra inteira,

Guardando o povo com fé verdadeira.

 

Seus fiéis sobem caminhos de devoção,

Com fé acesa no peito e no coração,

Entre promessas, e oração,

Encontram nela consolo e proteção.

 

Lá no cimo da serra, firme e serena,

A capela resiste ao tempo e à pena,

Pedra sobre pedra, erguida em união,

Símbolo vivo da fé e da população.

 

Em setembro a festa volta a florir,

Romaria que faz a aldeia sorrir,

Ano após ano, o povo a cantar,

Louva a santa que os vem guardar.

 

Santa Sofia, luz sem fim,

Guardiã do povo, vela por todos assim,

É chama que nunca se deixa apagar,

É luz no trilho de quem vai rezar.

 

Romaria que vive no tempo guardada,

Entre histórias antigas, memória sagrada,

Dizem que em tempos de dor e aflição,

Trouxe paz e força a toda a região.

 

E ao campo deu vida, verde vigor,

Fez brotar esperança onde havia tremor,

Como bênção que desce suave do céu,

Acalmando a terra sob o seu véu.

 

Conta a lenda, em segredo profundo,

Que sob o monte corre um braço do mundo,

Um “braço de mar” oculto no chão,

Que ameaça em silêncio a povoação.

 

Mas Santa Sofia, firme a velar,

Não deixa as águas se levantarem do mar,

Protege a aldeia de todo o perigo,

Como mãe que ampara o seu abrigo.

 

Diz a lenda, foi por milagre, por graça sentida,

Que a povoação foi então protegida,

De uma inundação que tudo levaria,

Se não fosse a Santa que ali vigia.

 

Assim o povo, em fé agradecida,

Ergueu a capela, promessa cumprida,

No lugar da lenda, no alto da serra,

Para sempre guardar quem ali se encerra.

 

E hoje ainda ecoa, em voz de emoção,

A história viva de devoção,

Santa Sofia, eterna a brilhar,

Na alma do povo que a sabe amar.

 

José Morais

30/03/2026



segunda-feira, 6 de abril de 2026

“Senhora da Oliveira a Padroeira de Salvador”


Boa noite, caros, conterrâneos.

Recentemente lancei os novos versos que fiz do “Hino da Confraria do Bacalhau” da nossa aldeia de Salvador, juntamente com a nova música.

Passados uns dias foi altura de lançar mais uns novos versos que fiz, desta vez sobre a nossa aldeia contado um pouco da sua história, sobre o título “Salvador, a Minha Aldeia”, juntamente com a música.

Hoje chego até vós com mais um momento, desta vez escrevi uns versos sobre a padroeira da nossa aldeia, “Senhora da Oliveira”, contando um pouco da sua história, juntamente também com uma música dedicada à mesma.

Como sabem, a “Senhora da Oliveira” é a padroeira da nossa aldeia de Salvador, não existindo festejos em sua Honra, apenas em Santa Sofia a devota dos Salvadorense, porem a imagem acompanha sempre a procissão.

Juntando algumas imagens, criei um pequeno vídeo, com a música agora criada em sua honra, ficam abaixo os versos, e a musica.

Esperando que gostem, dedicado a todos os Salvadorenses e amigos.

 

José Morais



“Senhora da Oliveira a Padroeira de Salvador”

 

 

Na aldeia de Salvador, entre pedras antigas,

onde o tempo repousa em memórias amigas,

erguem-se ecos dos Covões calados,

de casas, sepulturas e gestos passados.

 

Ali, onde a terra guarda a raiz da história,

nasceu um povo de fé e de memória,

rendeiros da vida, sob opressão senhorial,

mas livres na alma, no gesto espiritual.

 

E foi na oliveira, curva e sagrada,

que a luz de um milagre foi revelada:

no ventre da árvore, em silêncio profundo,

surgiu uma imagem que mudou o mundo.

 

Senhora da Oliveira, de olhar sereno,

brotaste da terra como um dom pleno,

e o povo, em devoção, te fez rainha,

padroeira eterna de sua campainha.

 

Ergueram-te templo, humilde e primeiro,

feito de fé mais que dinheiro,

mas o tempo, severo, levou-o ao chão,

restando ao povo apenas a devoção.

 

Levaram-te longe, por mãos alheias,

calaram-se sinos, choraram aldeias,

mas o povo, firme, de alma erguida,

reconstruiu casa para a sua querida.

 

E voltaste, Senhora, ao teu lugar,

onde o povo te aprende a amar,

numa igreja erguida com suor e crença,

século dezassete, firme presença.

 

Mesmo quando o tempo te quis apagar,

e mãos te mandaram ao solo guardar,

nunca morreu o teu culto profundo,

pois vives na alma de todo este mundo.

 

Não importa a data ou dia marcado,

uns dizem maio, outros não dizem nada;

não há festejos em tua honra, Senhora,

mas vives em cada passo e em cada oração, gravada.

 

E quando as ruas se enchem de vida,

e Santa Sofia caminha seguida,

lá vais tu também, na procissão,

guiando Salvador no coração.

 

Ó Senhora da Oliveira, raiz e luz,

és mais que imagem, és fé que conduz,

és história, és povo, és identidade,

és alma viva de uma eternidade.

 

 

José Morais

30/03/2026