Boa noite, caros, conterrâneos.
Recentemente lancei os novos
versos que fiz do “Hino da Confraria do Bacalhau”
da nossa aldeia de Salvador, juntamente com a nova música.
Passados uns dias foi altura
de lançar mais uns novos versos que fiz, desta vez sobre a nossa aldeia contado
um pouco da sua história, sobre o título “Salvador,
a Minha Aldeia”, juntamente com a música.
Hoje chego até vós com mais um
momento, desta vez escrevi uns versos sobre a padroeira da nossa aldeia, “Senhora da Oliveira”, contado um pouco da sua
história, juntamente também com uma música dedicada à mesma.
Como sabem, a “Senhora da Oliveira”
é a padroeira da nossa aldeia de Salvador, não existindo festejos em sua
Honra, apenas em Santa Sofia a devota dos Salvadorense, porem a imagem
acompanha sempre a procissão.
Juntando algumas imagens,
criei um pequeno vídeo, com a música agora criada em sua honra, ficam abaixo os
versos, e a musica.
Esperando que gostem, dedicado
a todos os Salvadorenses e amigos.
José
Morais
“Senhora da Oliveira a Padroeira
de Salvador”
Na aldeia de Salvador, entre
pedras antigas,
onde o tempo repousa em
memórias amigas,
erguem-se ecos dos Covões
calados,
de casas, sepulturas e gestos
passados.
Ali, onde a terra guarda a
raiz da história,
nasceu um povo de fé e de
memória,
rendeiros da vida, sob opressão
senhorial,
mas livres na alma, no gesto
espiritual.
E foi na oliveira, curva e
sagrada,
que a luz de um milagre foi
revelada:
no ventre da árvore, em
silêncio profundo,
surgiu uma imagem que mudou o
mundo.
Senhora da Oliveira, de olhar
sereno,
brotaste da terra como um dom
pleno,
e o povo, em devoção, te fez
rainha,
padroeira eterna de sua campainha.
Ergueram-te templo, humilde e
primeiro,
feito de fé mais que dinheiro,
mas o tempo, severo, levou-o
ao chão,
restando ao povo apenas a
devoção.
Levaram-te longe, por mãos
alheias,
calaram-se sinos, choraram
aldeias,
mas o povo, firme, de alma
erguida,
reconstruiu casa para a sua
querida.
E voltaste, Senhora, ao teu
lugar,
onde o povo te aprende a amar,
numa igreja erguida com suor e
crença,
século dezassete, firme
presença.
Mesmo quando o tempo te quis
apagar,
e mãos te mandaram ao solo
guardar,
nunca morreu o teu culto
profundo,
pois vives na alma de todo
este mundo.
Não importa a data ou dia
marcado,
uns dizem maio, outros não
dizem nada;
não há festejos em tua honra,
Senhora,
mas vives em cada passo e em
cada oração, gravada.
E quando as ruas se enchem de
vida,
e Santa Sofia caminha seguida,
lá vais tu também, na
procissão,
guiando Salvador no coração.
Ó Senhora da Oliveira, raiz e
luz,
és mais que imagem, és fé que
conduz,
és história, és povo, és
identidade,
és alma viva de uma
eternidade.
José Morais
30/03/2026

Sem comentários:
Enviar um comentário